quinta-feira, 21 de julho de 2011

SAÚDE GINECOLÓGICA DEVE COMEÇAR CEDO

A chegada da adolescência vem acompanhada por medos e dúvidas, e um dos momentos mais temidos, tantos pelas jovens quanto pelos pais, é a primeira visita ao ginecologista. Não existe uma idade exata para primeira consulta, mas quanto mais cedo ela acontecer, menores são as chances de surgirem complicações no futuro, como ovários policísticos, traumatismos, distúrbios menstruais, cólicas intensas e, até mesmo, problemas relacionados à saúde sexual.
Segundo a ginecologista Verônica Monteiro, uma boa relação entre o ginecologista e a paciente, especialmente na fase da pré-adolescência, faz com que a jovem tenha mais consciência e responsabilidade sobre sua própria saúde e se dedique a atitudes de prevenção.
De acordo com a Dra. Viviane, entre os principais motivos que levam as garotas a uma primeira visita ao ginecologista estão os corrimentos e orientações para iniciar a vida sexual. Os pais costumam evitar essas consultas por medo de que a filha inicie sua vida sexual muito cedo, mas a médica explica que eles devem deixar a garota o mais confortável possível, já que muitas vezes essa primeira consulta costuma deixá-las nervosas e assustadas.
Dr. Viviane conta que a primeira consulta geralmente é para que médico e paciente se conheçam e dúvidas sejam esclarecidas, e se envolver o exame físico, incluindo o preventivo, é usado um aparelho especial para meninas virgens, preservando a integridade do hímen.
A presença as mãe não é obrigatória, mas é bem vinda, já que ela, geralmente, conhece melhor os antecedentes de doenças da família e pode transmitir mais segurança à garota. Contudo, a presença da mãe pode ser desconfortável para algumas meninas, e assim elas preferem ir sozinhas ou acompanhadas por amigas. Se o profissional perceber que a presença do responsável está incomodando a paciente, ele tem autonomia para pedir que esse se retire.
“Acho importante deixar claro para a paciente que o trabalho do ginecologista não é ser um representante dos seus pais, mas um médico particular dela, bem como reforçar que nada que for dito para o profissional será comentado com ninguém sem o consentimento dela”, analisa Dra. Viviane.
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FONTE: boasaude.uol.com.br

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Saúde prepara estratégia para Copa 2014

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participará da cerimônia de abertura dos Jogos Mundiais Militares, no Rio de Janeiro, marcada para as 16 horas, de sábado (16), no Estádio João Havelange, o Engenhão. O Ministério da Saúde tem participado de todo o processo de organização do evento, com informações e estratégias de detecção, monitoramento e resposta às possíveis emergências de saúde. Os jogos servirão de base para a preparação da organização da rede pública para a Copa 2014.
“Esta experiência poderá servir de parâmetro para a preparação do Brasil para a Copa 2014 e para os Jogos Olímpicos 2016 na área de Saúde”, afirmou o adjunto da Secretaria Executiva, Adriano Massuda, que coordena a Câmara Temática da Saúde para a Copa 2014.
O evento deve reunir aproximadamente 6 mil participantes entre atletas e delegados, representando cerca de 140 países. O evento sediado no Rio de Janeiro acontecerá de 16 a 24 de julho em cinco cidades (Rio de Janeiro, Seropédica, Resende, Paty de Alferes e Mesquita). As medidas para a área de saúde compõem a vigilância e resposta às situações de saúde. Isso envolve alertas epidemiológicos, sanitários e ambientais. Esses procedimentos serão acompanhados 24 horas pelo Centro Integrado de Operação Conjunta da Saúde e estão de acordo com o Plano de Prontidão e Respostas para Possíveis Emergências de Saúde.
O Ministério também vai garantir, por meio da parceria com o governo do estado do Rio de Janeiro e a Prefeitura do Rio, assistência médica básica, de urgência e emergência hospitalar, ambulância com suporte de vida e e agilidade em diagnósticos laboratoriais de forma complementar a rede de serviço militar.
Campanhas - O MS também apresentará ao público campanhas como: Doação de Sangue, Saúde não tem preço, Hipertensão e Alimentação Saudável/Qualidade de Vida.
Julgamento - O Brasil disputou com a Turquia o direito de sediar os jogos. No julgamento final, a infraestrutura esportiva já estabelecida no Rio de Janeiro para os Jogos Pan-Americanos, a experiência na realização de grandes eventos e o apoio demonstrado pelas autoridades locais ao projeto foram decisivos para a vitória do Brasil.
CIEVS - O Ministério da Saúde vai aplicar as experiências do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS), que desde 2006 funciona como ferramenta de trabalho fundamental para coordenar o sistema nacional de alerta e resposta às emergências em saúde do país.
O CIEVS centraliza as notificações que chegam pelo Disque Notifica, pelo E-notifica ou detectadas pela mídia e depois comunica imediatamente às secretarias estaduais de Saúde e avaliadas pela Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), para terem sua veracidade e relevância epidemiológica verificadas. A partir desta informação, as secretarias estaduais e municipais de Saúde podem adotar medidas adequadas de investigação e bloqueio de disseminações. O centro funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana.

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FONTE: Portal da Saúde

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Ministério amplia acesso a medicamento para hepatite C

Para melhorar o atendimento e a qualidade de vida dos portadores de hepatite C, o Ministério da Saúde, por meio do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, realiza uma série de modificações nas diretrizes terapêuticas para tratamento da doença pelo SUS (Sistema Único de Saúde). O novo Protocolo para o Tratamento da Hepatite C proporciona, dentre outros benefícios, a ampliação do uso de interferon peguilado e facilita o acesso ao tratamento em alguns casos que não necessitarão de biópsia prévia. As mudanças passam a valer a partir do dia 18 de julho.

Na prática, a medida permite mais agilidade para indicar o prolongamento de tratamento. O texto anterior, publicado em 2007, garantia a extensão do uso do interferon desde que houvesse aprovação do Comitê Estadual de Hepatites Virais. Agora, o médico que acompanha o paciente já pode prescrever a continuidade do tratamento, de acordo com os critérios estabelecidos no documento.

No Brasil, há 11.882 pessoas em tratamento e a ampliação do uso do interferon peguilado para portadores de outros genótipos do vírus da hepatite C beneficiará pelo menos outros 500 pacientes ainda neste ano. A formulação trará mais conforto e comodidade a estes pacientes, pois esta é utilizada apenas uma vez por semana – no caso do interferon convencional, são três doses a cada semana.

Impacto - Estimativas do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde apontam que a mudança trará cerca de 3,5% de impacto sobre os gastos atuais, que hoje estão em torno de R$ 17,7 milhões com o insumo produzido por dois laboratórios privados. Hoje, um tratamento com duração de 48 semanas com o interferon peguilado chega a custar R$ 23 mil reais ao Sistema Único de Saúde (SUS). Um paciente com hepatite C é tratado por até 72 semanas.

A hepatite C é uma doença que acomete o fígado, transmitida por transfusão de sangue ocorrida antes de 1993 (ano em que os testes para detecção de anticorpos da hepatite C em bancos de sangue foram implantados), seringas ou aparelhos perfurocortantes contaminados, tais como equipamentos odontológicos e materiais utilizados para tatuagem e piercing. Lâminas de barbear e de manicure e ped icure estão entre os materiais que necessitam ter seu uso individualizado. A infecção também pode ser transmitida pela via sexual em relações desprotegidas.

A transmissão vertical (de mãe para o bebê na gravidez) do vírus C é menos freqüente e ocorre em cerca de 5% dos nascidos de mães portadoras do vírus com carga viral elevada. A doença tem tratamento e cura, particularmente com diagnóstico e tratamento precoce. A prevalência da hepatite C nas capitais brasileiras é de cerca de 1,5%, e o Ministério está ampliando o acesso ao diagnóstico precoce desta infecção.

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FONTE: http://portal.saude.gov.br

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Acesso à saúde é ampliado com novo modelo de gestão do SUS

A gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) será reorganizada para garantir melhoria no acesso à saúde em todo o país. Decreto da presidenta Dilma Rousseff publicado no Diário Oficial da União desta quarta-feira (29) institui mecanismos de controle mais eficazes e instrumentos para que o Ministério da Saúde atue na pactuação e no monitoramento das ações realizadas na rede pública. Com isso, a perspectiva é que os serviços oferecidos pelo SUS ganhem em qualidade, proporcionando à população atendimento mais rápido e eficiente.

Construído a partir de diálogo com os estados (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), os municípios (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde) e o Conselho Nacional de Saúde (CNS), o decreto regulamenta a Lei Orgânica da Saúde, que entrou em vigor em 1990.

“O decreto é o reconhecimento de que o centro do SUS é o cidadão e que ele tem direito de participar da definição das políticas públicas de saúde e exercer o controle social da execução dessas políticas”, garante o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Uma das mudanças introduzidas pelo decreto é a criação do contrato de ação pública, que definirá as atribuições e responsabilidades, inclusive financeiras, dos municípios, dos estados e do Governo Federal na prestação de serviços de saúde, o financiamento e as metas para cada ação.

Os contratos vão propiciar ao Ministério da Saúde a concessão de estímulos financeiros aos municípios e estados que tiverem bom desempenho nos programas e ações da saúde.

“Estamos dando mais transparência à estrutura do SUS e garantindo maior segurança jurídica para que municípios, estados e União atuem de forma harmônica e integrada”, detalha o ministro.

Para Padilha, a regulamentação é marco de um novo modelo de gestão do SUS. O decreto inova ao instituir política permanente de atendimento em rede, com serviços complementares para ampliar os benefícios aos usuários do sistema. Exemplo desta nova dinâmica é a Rede de Atenção ao Câncer e Mama e de Colo de Útero, lançada em março, que oferecerá prevenção, rastreamento e tratamento de forma sistêmica dentro de uma mesma região de saúde.

Segundo o secretário de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde, Odorico Monteiro, a regulamentação contribuirá também para mais transparência ao Ministério Público e ao Poder Judiciário sobre as responsabilidades dos entes federativos na gestão de saúde. “Temos um sistema único, de dimensões continentais. É fundamental ter clara essa divisão de competências e de atribuições entre entes federativos”, observa Monteiro.

Assistência regionalizada – O decreto define e consolida o modelo de atenção regional, em que municípios vizinhos deverão se organizar para ofertar atendimento de saúde às suas populações. Cada uma das 419 regiões identificadas deverá ter condições para realizar desde consultas de rotina até tratamentos complexos. Caso não haja capacidade física instalada naquela região para a execução de determinado procedimento, os gestores daquela rede têm de fechar parceria com outras regiões, que atenderão sua demanda.

“A nova lógica será implantada por meio de um retrato geográfico da distribuição dos serviços de saúde, que será usado para apoiar o planejamento da saúde e a configuração dos contratos de ação pública”, explica Monteiro.

Como referência, os gestores terão a Relação Nacional de Ações e Serviços de Saúde do SUS (Renases), que compreende todas as ações e serviços que o SUS oferece ao cidadão e é revisada a cada dois anos, e a Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename), que contém a lista de medicamentos indicados e custeados pelo SUS.

Foco na atenção básica - O decreto estipula que o acesso ao SUS tenha a atenção primária – executada nos centros e unidades básicas e pelas equipes do programa Saúde da Família, entre outros - como fio condutor.

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FONTE: http://saudepublica.bvs.br